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Dewi
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A fragilidade dos vínculos é incontestável. Atingido um momento decisivo, é inevitável que ocorra uma bifurcação, e as duas partes de um todo se desliguem. A cumplicidade que antes juntava duas almas, se esvaece e em seguida se torna desconhecida, como se jamais tivesse existido.
O tempo revela todas as lacunas presentes na estrutura de uma ligação. Todos os aspectos que um dia construíram a força e a união em sua completude, se tornam falhos. Eu me pergunto: foi real?
Gostaria de contestar todos os momentos que compartilhamos. Por que eu sei que nem todos foram vividos com a intensidade que se pedia. Porque eu entrego. Me entrego, e exijo isso de volta. No meu âmago, eu sabia que a traição poderia acontecer mas eu apreciei o risco. Eu senti prazer em todas as coisas que poderiam me ferir porque eu estava entorpecida e tinha a necessidade de sentir coisas que eu jamais havia sentido. Eu conheço a periculosidade de um vínculo que requere tudo o que existe de mais fodido dentro de você: a sua origem, o seu caráter e os seus princípios. E sei que o valor dessas informações é imensurável.
Contudo, decidi que não me importa mais a integridade das atitudes dos outros comigo. Eu fui verdadeira em cada pulso, e em cada gesto. A amplitude das minhas ações é sentida e refletida até hoje, em todas as coisas que eu construí. Percorri uma trajetória de fracassos até me encontrar parcialmente. Encontrei minhas fraquezas e ainda assim as repito porque sou inteiramente fraca, e pior: ainda teimo em acreditar nas pessoas.
Eu senti a repulsa, e eu senti o distanciamento por incontáveis vezes. Lidei com a ausência e com o medo. Como é possível que tanto amor tenha sido jogado fora? Pensei eu o amor ser imutável. Meu pior defeito? Eu grito pra quem quiser escutar e ainda não teve a capacidade de absorver: Eu sou ingênua em cada fibra do meu corpo.
Eu ter reservado todo o desprezo pra mim mesma, não me tornou nobre. E sim mais fraca. Toda a mágoa acumulada dentro do meu peito me impediu de recomeçar os meus vínculos da forma que eles mereciam ser escritos. Eu fui covarde e submissa tantas vezes que até dói. Arregaçar com a minha índole, com o meu corpo e com a minha sanidade não me trouxe a nenhum lugar a não ser o que eu já me encontrava. Eu soube antes, e eu sei agora que falta alguma coisa. O brilho nos olhos de todos aqueles que se perderam e se distanciaram irremediavelmente se destruiu da forma como conheci e se transformou em uma coisa que eu me recuso a aceitar. Sua brutalidade, sua essência, foram extirpadas junto com tudo aquilo que foi representado para mim em sua forma mais pura.
As pessoas não existem mais, por mais que eu ainda precise um pouco delas. Eu não vou me adaptar. Eu vou reinventar, de novo.
'Cause in you eyes i'd like to stay.'

A propósito, eu não entendo como você pode amar algo que te destrói. Eu amei a destruição, eu amei o desvirtuamento, e a miséria é uma indulgência pra mim.
Você se preserva. Você se guardou a sua vida toda pra realizar pequenos feitos. A sua vida era um constante ensaio. O ensaio das conversas que você nunca teve, das figuras femininas padronizadas que você nunca foi capaz de alcançar, do afeto e do carinho que você sempre desejou mas nunca soube como pedir.
Pedir pra você se arriscar é pedir demais. Você apenas se encaixa e se torna o que quer que o universo ao seu redor pede que você seja.
Eu consumo você. Eu fodo com o meu estado de espírito, eu fodo com o meu caráter, eu fodo com os meus objetivos, eu simplesmente não me importo. Estar tão vinculada à você me sujeita a levar embora algumas partes de você junto comigo.
Danificar uma parte minha ligada à você representa algo completamente diferente. É ridículo, o quanto eu não hesito em te olhar nos e te mandar à merda. É patético te mandar embora aos gritos na chuva às 3 da madrugada. O seu silêncio vem regado de beijos, de indiferença e compreensão. Ele invade a minha alma tão produndamente que até mesmo eu sou capaz de me envergonhar.
Eu caio em lágrimas, e peço fervorosamente pelo seu perdão. Eu não preciso fazer isso, o perdão corre naturalmente pra você. Você sussura na minha orelha 'Eu nunca vou te deixar, nem que você queira - eu sou o seu pilar' e eu sinto o meu coração sendo arregaçado de tanta dor e vontade de me envolver pra sempre em torno de você e de tudo o que você representa. Agir impulsivamente sempre corre tão fácil pra mim. O arrependimento caminha sempre comigo. O que eu sinto é tão mais intenso, tão mais profundo.
Eu queria beijar cada uma das suas feridas, eu queria não machucar mais.
É hipócrita questionar os meus métodos. Eu só sei amar assim.
Eu sou um monstro, e você ainda nega isso, meu amor.
O amor é um meio-termo. E eu oscilo entre extremos. Para mim não existe amor sem ódio,amor sem luta. E nem amar sem venerar,sem ensandecer.
Prioriza o equilíbrio,a harmonia. Perfeita sintonia entre doses de whisky e cartas escritas com letras borradas e olhos marejados.
Sustentado pela confiança,dogma absoluto do vínculo. Se possui estrutura delicada,desmorona sem piedade, levando consigo até mesmo o derradeiro sorriso que virá a florescer de seus lábios.
O desconhecido é indescritível. Eu apenas conheci a frívola sensação de estar apaixonada e nada mais que isso.
Eu senti o fogo tomar conta de cada célula de meu corpo,apoderando-se de minha alma por completo. O frenesi era quase capaz de me fazer vender a alma ao diabo pelo bem estar de uma única pessoa. A lacuna dentro de mim mesma era preenchida pelo único propósito de ter sede de outro corpo,de desse único corpo apenas. E cada fibra do meu ser desejou ele,e somente ele. E pertencia a ele,seria violada,facilmente manipulada por sua vontade. É lastimável a vulnerabilidade,a fraqueza à qual a paixão submete o ser humano.
O amor tece laços eternos. É brando. Sibila em seus ouvidos feito o vento. Te alimenta,e fortalece. Não é auto-destrutivo e te desarma. Facilmente.
Eu não conheci o amor. Eu não sei amar. Eu conheci o desequilíbrio,o meu próprio reflexo cravado em olhos atônitos. Porque eu enlouqueço. Não sei sequer receber amor, mesmo que tão meticulosamente oferecido. Eu só me permito enxergar o que me é conveniente. As minhas tentativas fracassadas de cultivá-lo esvaeceram-se ao perceber que não consigo crer que um ser humano em sã consciência seja capaz de nutrir um sentimento de tamanha majestade por mim. Há uma falha irremediável em minha estrutura. Será sempre grandiosamente fraca.
Eu não confiaria em mim mesma. É difícil me permitir que alguém confie.
Eu sou extremista. Os limites são alcançados com puro e genuíno impulso.
E não têm necessidade de serem conquistados.
Existem carros movidos a combustíveis. Animais movidos a luz,alimento,água. E as pessoas que são movidas a idéias. O meu combustível é constituído de metas.
Eu sobreviveria durante três dias sem sair à luz do sol,sem me alimentar. Entretanto,é impossível não pensar durante três dias. Eu costumava dramatizar isso. Meus amigos riam de mim quando eu dizia: 'Preciso focar em um objetivo pra seguir vivendo'. Dos simples aos mais complexos,eu já possuí diversos planos porque algo sempre deve prender minha atenção.
Penso demais. E foi pensando tanto,que eu briguei tanto. E falei o que não devia. Pensei tanto,que terminei relações com tantos namorados,com tantos amigos.
Os meus objetivos canalizam a minha atenção para um único objeto. E sem eles,eu só sou uma pessoa que pensa destrutivamente. E prioriza a auto-destruição.
Agora estou ao léu. Não tenho planos,não tenho metas. Penso na morte de forma ridícula. Falo absurdos todos os dias. Ocupo minha mente. E nada é o bastante pra preencher o vazio.
Às vezes um bom livro ou um filme que não mexa com idéias adormecidas. E você esquece.
Da sua vida bagunçada,dos seus amigos tão distantes. De pessoas que pra você tanto significaram e hoje já não rodam mais seu círculo de companhias. Você desdobra sua vida. Abre caixas e caixas de lembranças,e encontra pessoas desaparecidas com o tempo,que a memória pouco faz juz à sua importância. Admito,nada é mais frustrante do que ver um objetivo não realizado,escalpelado,destroçado,empoeirado. Dói mais ainda se esquecer de quem você queria ter se tornado.
E fica pior,quando se usufrui das piores formas de distração. Pra se esquecer do que lembrou,e jogar tudo pra debaixo do tapete novamente. Pedacinho por pedacinho. Esmagado pela nostalgia.
Os planos tocam você. Emocionam. E é por isso que eu gosto deles. Eles fazem parte de quem você foi,e de certa forma,de quem você sempre será. Eles são intensos,e tudo o que é intenso dói. E eu gosto da dor. E os sonhos,as metas são dolorosos desde sua base. Precisam de empenho. É incontestável,ninguém gosta da idéia de não ter se comprometido o suficiente pra concretizar o tão sonhado abstrato.
A ausência do abstrato,é muito mais doloroso. E não é o tipo de dor que eu aprecie. É vazia,e oca. E carrega consigo muitas mensagens subliminares.
Durante toda a minha vida fui alvo de idéias fixas. E em seguida raptada,roubada.
Recentemente fui envolvida pelos tentadores braços da morte. Quiçá o maior tabú da existência. Existência singular ou coletiva. A pequena sementinha que o mero 'deixar de existir' planta em sua mente pode ser deliciosamente assustador. A paranóia mais alucinante e sólida. De todas as suas expectativas,a única que certamente será concretizada.
O pivô de muitas das minhas noites sem dormir. Me tornou ligeiramente mais fria. Saber o que esperar pode te tornar desumano. O efeito surpresa desarma. Fato.
Sempre acreditei que as religiões são uma forma de encontrar conforto na morte. Uma esperança que alimenta a sua vontade de viver,que te protege da depressão sucessora da crise existencial. Mas não é apenas a morte que me intimida,seus presságios são abomináveis. Doenças,vícios,envelhecimento.
Todas as células do meu corpo rígido de 17 anos irão envelhecer e se dissipar por ai. Perecendo lentamente,os sinais do desgaste vão se tornando cada vez mais explícitos. Você se rende ao reboco. As máscaras que cobrem as rugas e o cabelo branco tão cuidadosamente escondidos, são um sinal irrefutável da transição dos dias a anos. A ação do tempo sobre a matéria. E logo menos se esquecerão de quem você foi. De quem seus filhos,seus netos foram. Dizem que o tempo a tudo cura. O tempo proporciona o esquecimento. E é difícil lidar com a idéia de ser esquecido.
Essa perspectiva mórbida traz dor. E vazio. Quando se adere este pensamento todas as coisas se tornam fúteis. As conversas políticamente engajadas,as crises. Os pensadores,filósofos e intelectuais se encontrarão abaixo de sete palmos,esquecidos e mofados ao lado de ricos e pobres,brancos e negros.
Sem exceções. Cada alma nesse pedaço de terra vai desaparecer. E somos TÃO frágeis. Uma simples queda,um coração teimoso,um tropeço. E acabou. O oco. Erro do acaso. Todos os seus sonhos,medos,planos,ideais,proósitos,idéias se vão com você.O maço de cigarros pela metade,a cama desarrumada,seu cabelo despenteado. Compromissos que você nunca vai comparecer,pessoas que você teria teria adorado encontrar. A sua vida vai ser interrompida! E a dor de quem fica,preenche sua ausência. Sua essência se propagará na saudade deste dia em diante. Você NUNCA MAIS vai pensar.
2009 começa de uma forma tão macabra que dói. Eu me proponho a me desvincular dessas idéias. Eu tenho ótimos amigos,não posso negar. Mas todos virarão esfirra logo mais (brincadeira estúpida). Um novo ciclo se renova,e tudo aquilo que já é praxe escutar e dizer. A euforia vai me reger e em um piscar de olhos eu estarei bêbada me lamuriando. Maldito transtorno bipolar. Tsc tsc tsc.

bia,allan,dane-se,silas,arthur,silas,eu,loo,gi e rapha. feliz ano novo.
Bruna Ribeiro Alvarenga não tem transtorno de bipolaridade,ela é apenas nóia.
QUEM VAI QUERER A SUA GOLDEN XOTA, A SUA GOLDEN XOTA, A SUA GOLDEN XOTA?
_|_
xana, você sabe que eu te amo e que você é a pessoa mais sexy que eu conheço.
GIS <3
Você pede por amadurecimento,mas não espera pela dor. Eu senti. A dor me pegou desprevenida e preencheu cada célula do meu corpo com angústia. A dor assolou minha alegria e destruiu os meus planos. Eu implorei pra morrer. Eu desejei com todas as minhas forças ser amada. Vácuo. esperei por cartas e telefonemas que nunca me encontraram. E pela primeira vez,preenchi a mim mesma com o meu amor. Eu me amei tanto,mas a dor não pára. A agonia transbordou minhas veias,e não estancou. Ela sobreviveu,se desdobrou. Hoje eu queria tanto amar alguém,que até dói. Eu invejo as lágrimas alheias. Invejo as mágoas. Me sinto vazia,menos humana. Todos os meus porres não foram o bastante,a minha piada de auto-destruição já não tem mais graça. Eu quero ter o meu prazer egoísta. O prazer de transformar a minha vida em uma piada pessoal só minha. A flagelação do meu ego,a mim pertence,e só eu quero rir de mim.
Meu mundinho vai acabar,no exato instante em que eu cansar da vida que hoje levo. Sabe,é impressionante a capacidade humana de se reinventar.
Agora,só quero que eu me foda bastante,até arregaçar com a minha alma,estraçalhar a retina de meus olhos e dilacerar meu coração. Aí sim,vai ser MARA. Vou amassar o meu amor próprio. A sátira trágica,que se tornou o meu amor próprio. Eu tenho 17 anos,e uma visão de mundo hipócrita. Sarcástico? Você ainda nem viu as minhas máscaras. 2009 vai ser MARA!
bjsmeliga